No final de 2018, eram 33 os centros hospitalares e hospitais com estatuto de Entidade Pública Empresarial (EPE) que tinham um prazo médio de pagamento a fornecedores superior a 90 dias. O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), que inclui o Hospital Padre Américo, em Penafiel, e o Hospital de São Gonçalo, em Amarante, era um deles. Demorava 218 dias a pagar os bens e serviços que adquiria, mais de sete meses.

Segundo os dados da Administração Central do Sistema de Saúde, divulgados pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, o Centro Hospitalar de Setúbal era o que mais demorava a saldar as facturas, cerca de 407 dias, mais de um ano. No top três das empresas públicas com prazo de pagamento acima de 90 dias no quarto trimestre de 2018 estão ainda o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (366 dias) e o Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa (364 dias).

O mais rápido será o Hospital Magalhães Lemos, no Porto, que paga a 13 dias, em média. Só sete pagam em menos de três meses.

A meio da tabela está o CHTS que chegou a liquidar facturas em 57 dias, no primeiro trimestre de 2014. Foi aumentando depois progressivamente o seu prazo médio de pagamento a fornecedores, chegando a um máximo de 235 dias no terceiro trimestre de 2018. No último trimestre do ano baixou para os 218 dias.

Recorde-se que está um curso um projecto piloto que envolve 11 hospitais que terão mais autonomia de gestão com o objectivo de reduzir também o endividamento. O CHTS é um deles.