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Confesso que fiquei deveras satisfeito e diria mesmo emocionado, quando no passado dia 20 de abril, o Governo da República Portuguesa, pela primeira vez neste mandato autárquico, se fez representar de forma oficial no Município de Penafiel, e justamente para trazer a este concelho referencial e capital uma excelente medida.

A Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, em parceria com a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP) e o Município de Penafiel, formalizaram um protocolo que constituiu o Gabinete de Apoio ao Emigrante em Penafiel.

Desta forma, e como já havia dito, a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS), vê os seus concelhos com a rede coberta no que toca a estas importantes valências.

Nunca é demais realçar o que se faz bem, e enaltecer o trabalho dos seus protagonistas independentemente do que possa parecer politicamente correcto ou menos correcto.

Não há maior nobreza de carácter que não seja reconhecer o mérito do que se faz bem feito, pouco adiantando se coincidem ou não com tudo o que pensamos.

Dizer o contrário é invetivar os eleitores, e, não raras vezes, demonstrador da pequenez de espirito que, não ajuda nada nem ninguém.

Sou suspeito para escrever e dizer isto, porque de forma frontal, leal e sempre combativa defendi, defendo e defenderei, o melhor para Penafiel, apesar de pensar diferente de muitos, porém, o que se faz bem tem que ser reconhecido e, neste particular, o modo como Penafiel recebeu e acolheu esta nova valência, engrandeceu a dimensão histórica do nosso concelho.

A forma como o Município de Penafiel, logo no dia da formalização do GAE, o divulgou junto da comunidade penafidelense foi um excelente exemplo, que não deixou indiferente os diferentes agentes com responsabilidades nesta área.

Também a recepção que o município fez ao membro do governo que presidiu a cerimónia, tendo marcado presença na mesma, os principais responsáveis autárquicos do município, designadamente, o Presidente da Assembleia Municipal e o Presidente da Câmara Municipal, foi sintomático e revelador da importância deste gabinete, bem como um sinal inequívoco de agradecimento e reconhecimento de Penafiel ao Governo Central, que está a fazer um trabalho notável nesta e em outras áreas.

Reconhecer isto, é do mesmo modo um sinal de lucidez e clarividência.

Atendendo ao elevado número de Penafidelenses na diáspora, este Gabinete de Apoio ao Emigrante será um instrumento vital, e quiçá decisivo, na resposta a inúmeras dúvidas e inquietações que se podem e certamente levantarão.

Cada um à sua escala, com a sua maior ou menor capacidade de influência, deve deixar e trazer algo para a sua comunidade, sem calculismos nem tacticismos.

Penafiel, deve estar acima de todas as querelas e/ou divergências de posições que se possa ter, e, estou certo que os responsáveis políticos mormente do PS local, com uma evidente capacidade de influência junto dos decisores públicos em Lisboa, tudo farão para vermos amiúde, membros do governo central no nosso município, trazendo boas notícias e obra para Penafiel.

É isso que Penafiel verdadeiramente quer, que, todos sem excepção trabalhem por um ideal, que é o de ajudar o nosso concelho e os nossos concidadãos.

Aqueles que estão na vida pública e politica, devem ter o discernimento e a lucidez de estar nos cargos como “inquilinos temporários do lugar”, porque quando assim não acontece, as nossas terras é que são prejudicadas, o que jamais pode acontecer.

Os cargos passam mas as nossas comunidades permanecem, e o julgamento será feito pelos vindouros, que avaliarão a prestação dos que tiveram a oportunidade e quiseram ou não ajudar com justiça e equidade as suas populações.

Quando agimos de acordo com a nossa consciência, sentimo-nos felizes connosco próprios e com o próximo.

A política na sua mais nobre essência é isto, “a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte para compatibilizar os interesses”, sempre com um denominador comum: SERVIR.