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O incêndio que  deflagrou, esta manhã, numa fábrica de móveis, em Vandoma, Paredes, provocou ferimentos ligeiros a um dos bombeiros que se encontravam no local, no combate às chamas, fez ruir parte da estrutura, encontrando-se no local várias viaturas ainda a proceder ao rescaldo.

Segundo o comandante dos Bombeiros de Baltar, Delfim Cruz, o alerta foi dado cera das 07h00 da manhã, e à chegada dos bombeiros as chamas eram intensas e as dificuldades para entrar no edifício, uma vez que se encontrava ainda fechado, dificultaram o combate às chamas.

“Quando chegamos deparámo-nos com um incêndio com bastante intensidade  O facto de ser ainda cedo e do edifício se encontrar fechado fez com que tivéssemos de arrombar as portas depois de entrar e com a informação que já dispúnhamos, sendo esta uma fábrica de acabamentos de mobiliário, com produtos inflamáveis, iniciamos a protecção para que as chamadas não se propagassem ao restante edifício e fizemos o combate directo ao incêndio”, disse, salientando que a intervenção dos bombeiros no local  permitiu circunscrever o incêndio àquela zona.

Aos jornalistas, Delfim Cruz esclareceu que a dificuldade maior que os soldados da paz encontraram no local foi a carga de combustível que lá tinha, com diluentes e vernizes, produtos altamente inflamáveis.

“Mesmo a estrutura pela temperatura que sofreu acabou por colapsar. Isso eram tudo obstáculos e riscos que os bombeiros correram ao combater directamente as chamas”, atestou.

O responsável pelo pelo corpo de bombeiros de Baltar revelou, também, que neste momento, os bombeiros estão a proceder às manobras de rescaldo que podem demorar algum tempo porque há necessidade de remover materiais.

“Existem zonas que estão inacessíveis pela estrutura que caiu”, acrescentou.

Quanto às causas do incêndio Delfim Cruz não quis tecer quaisquer comentários.

“Não me cabe avaliar nada. Não tenho opinião acerca disso, o incêndio pode ocorrer a qualquer momento”, afiançou, reforçando que do combate às chamas resultou num bombeiro ferido na zona lombar que foi transportado para o Centro Hospitalar  do Tâmega e Sousa, Hospital Padre Américo em Penafiel.

“Lamentamos profundamente a situação, mas com o tempo tudo será resolvido. O dono tem seguros, está tudo assegurado e há que agir o mais rapidamente possível ”

O vereador da Protecção Civil da Câmara de Paredes, Elias Barros, esclareceu que o incêndio ocorreu num complexo de empresas, sendo que a fábrica atingida incorporava este complexo industrial, estando alugada.

“O incêndio poderia ter sido mais grave, felizmente os Bombeiros de Baltar, Rebordosa e Paredes foram rápidas na intervenção. Lamentamos profundamente a situação, mas com o tempo tudo será resolvido. O dono tem seguros, está tudo assegurado e há que agir o mais rapidamente possível ”, expressou, frisando que já falou com o proprietário da empresa e que a Câmara de Paredes está disponível para colaborar.

“Evidentemente que o proprietário da empresa está desolado, são horas difíceis, mas vai levantar a cabeça. Da nossa parte iremos prestar todo o apoio que for necessário e a fábrica não irá perder os postos de trabalho”, acrescentou.

Falando das causas da ignição, o autarca sustentou que não é da sua competência falar das causas do incêndio.

“Poderá ter sido um curto circuito, mas isso é apenas uma opinião minha, mas não sou a pessoal certa para comentar isso”, confessou.

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