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Natal é tempo de paz, de harmonia e amor, de exaltação dos valores da família e da solidariedade, mas é também tempo de celebrar a liberdade, porque sem ela toda a sociedade e o próprio Natal ficam comprometidos.

E este mês de dezembro de 2015 tem sido marcado pela celebração da democracia no nosso concelho: os dois primeiros Presidentes da Câmara de Paredes eleitos pelo povo, depois do 25 de abril de 1974, Francisco Ribeiro da Mota e Jorge Malheiro, foram homenageados pelo Município, que lhes entregou a Chave de Honra da Cidade.

É a mais alta distinção municipal, que lhes franqueia simbolicamente todas as portas do concelho. E são também estas duas personalidade paredenses exemplos maiores de cidadania e de luta pela liberdade.

Francisco Ribeiro da Mota nasceu em Gandra, a 28 de fevereiro de 1937. Lutou pela pátria na Guerra do Ultramar e, após o 25 de abril, de novo na vida civil, abraçou a causa pública, assumindo, em 1975, o cargo de Comandante dos Bombeiros Voluntários de Lordelo, no início de uma missão que desempenharia ao longo de 31 anos. Apetrechou primeiro a corporação a nível de recursos humanos e de recursos materiais, dotando-a depois de modernas instalações.

Foi eleito presidente da Câmara Municipal de Paredes a 12 de dezembro de 1976, mas viria a resignar no ano seguinte, fruto das enormes pressões e das ameaças sofridas pela sua família durante aquele conturbado período da nossa jovem democracia. Esteve 209 dias no exercício das funções e da sua gestão autárquica, destaque, entre várias outras medidas, para o fim do trabalho camarário aos sábados, fruto da sua permanente preocupação com o bem-estar e as condições de trabalho dos seus colaboradores.

Sucedeu-lhe Jorge Malheiro, que venceria as duas eleições autárquicas seguintes, tornando-se no Presidente da Câmara de Paredes que mais tempo esteve em funções: 16 anos e quatro meses.

Nasceu no Porto, a 23 de dezembro de 1940. Após o 25 de abril de 1974, foi o dinamizador do CDS em Paredes, tornando-se numa das figuras que mais contribuíram para consolidação da democracia no nosso concelho, exercendo sempre, em paralelo, uma intensa atividade cívica.

Nunca trocou Paredes por nenhum dos muitos lugares que lhe foram oferecidos, declinando, por exemplo, o convite que Freitas do Amaral lhe formulou para ser Secretário de Estado da Administração Interna, e vários convites para ser deputado à Assembleia da República.

Da sua gestão autárquica, destaque para o projeto de saneamento da então vila de Paredes, para a elevação de Paredes a Cidade, para a remodelação e ampliação do edifício dos Paços do Concelho, para a infraestruturação de diversos equipamentos escolares, para a construção da ETAR de Paredes ou para a construção do bairro O

Sonho, entre tantas outras obras e iniciativas que contribuíram decisivamente para o progresso e desenvolvimento do concelho de Paredes.

Dois democratas exemplares homenageados por um Município com memória, a quem se vai juntar brevemente outro exemplo de autarca com obra feita, Granja da Fonseca.

E é assim, celebrando a democracia, que renovo os votos de Boas Festas, desejando a todos em excelente ano de 2016.