Verdadeiro Olhar

Tâmega e Sousa foi uma das sub-regiões do Norte com “descida mais acentuada” da taxa de desemprego

No segundo trimestre de 2017, a taxa de desemprego na Região Norte cifrou-se em 9,5%, baixando em relação ao trimestre anterior, refere o mais recente relatório Norte Conjuntura da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

A população desempregada na Região do Norte era de cerca de 174,4 mil indivíduos, aproximadamente menos 36 mil pessoas do que no trimestre homólogo do ano transacto.

A Área Metropolitana do Porto foi responsável por cerca de metade desta diminuição em termos homólogos do desemprego registado no Norte.

Segundo o documento, a sub-região do Norte que registou a “descida mais acentuada” da taxa de desemprego foi o Alto-Minho, com uma variação homóloga de -24,8%. Seguem-se o Cávado e Terras de Trás-os-Montes, com variações homólogas de -23,4%, e o Tâmega e Sousa com -21,0%.

Infografia do relatório Norte Conjuntura

Na criação de emprego, o documento aponta que o emprego na Região do Norte continuou a crescer a um ritmo elevado no segundo trimestre do ano. A população empregada residente na Região aumentou em 4,1%, ou seja, o equivalente a mais cerca de 66 mil pessoas empregadas.

A taxa de emprego (a qual representa a população empregada dos 20 aos 64 anos em percentagem da população residente do mesmo grupo etário) voltou a aumentar. Na Região do Norte, este indicador igualou o valor mais elevado dos últimos 14 anos, com 71,6% (resultado que compara com 70,1% no trimestre anterior e com 68,2% no período homólogo do ano passado). Ainda assim, a taxa de emprego dos 20 aos 64 anos observada para a Região do Norte mantém-se inferior à média nacional, refere o relatório.

As actividades que mais contribuíram para o aumento do emprego foram o alojamento e a restauração, tendo a construção também dado um contributo importante, seguindo-se actividades de consultoria, científicas, técnicas e similares, da educação e actividades de informação e comunicação.

Também aqui a região do Tâmega e Sousa se destaca pela positiva. Foi uma das sub-regiões onde o crescimento do número de activos a descontar para a Segurança Social foi “particularmente acentuado” (4,0%), ficou apenas abaixo do Cávado (4,3%) e ficou acima do Alto Minho, do Alto Tâmega, da Área Metropolitana do Porto e do Ave.