Natural de Rebordosa, com 51 anos, casado e pai de três filhos, Mário Rocha é uma figura conhecida no concelho de Paredes, não apenas pelo percurso empresarial enquanto fundador da Antarte, mas também por ter integrado, durante quatro anos, o executivo camarário liderado por Celso Ferreira, no início dos anos 2000.
Volvidos quase vinte anos desde que deixou a política ativa, regressa agora como candidato à presidência da Câmara Municipal de Paredes pelo PSD. Numa altura em que o partido atravessa o seu momento de menor expressão autárquica, Mário Rocha acredita que é possível apresentar uma alternativa sólida ao atual executivo socialista. “Não venho para fazer oposição”, garante, deixando claro que se apresenta com uma proposta diferente, não por ressentimento político, mas por compromisso com o concelho.
Ao longo da entrevista, afirma repetidamente que “não depende da política”, o que considera ser uma vantagem na hora de tomar decisões. Sinaliza que a candidatura será provavelmente em coligação com o CDS-PP, mas recusa-se a revelar se contará com ex-vereadores de executivos de Celso Ferreira nas suas listas. Quanto ao polémico processo de realojamento da comunidade cigana, prefere não se comprometer com uma posição fechada, mas lança a crítica: “o projeto podia ter custado metade”.
Uma entrevista onde o candidato social-democrata procura marcar uma postura e onde se começa a perceber que o tabuleiro político em Paredes poderá estar longe de ficar fechado.
“Não farei da política a minha profissão”
Foi vereador e vice-presidente no primeiro mandato de Celso Ferreira, mas exerceu funções apenas durante quatro anos. O que o leva agora, quase duas décadas depois, a regressar à política ativa e candidatar-se à presidência da Câmara Municipal de Paredes?
Fui, com muito orgulho, vice-presidente nesse mandato que foi tão bom que depois disso os paredenses deram ao PSD uma vitória com quase 60 por cento. Fiz depois o meu percurso como empresário enfrentando um período difícil do ponto de vista económico para o país. Se hoje regresso à vida política ativa é por entender que posso dar um contributo para melhorar a vida das pessoas que vivem em Paredes. Penso que aqui se pode viver melhor, com melhores condições e acabei convencido de que o meu nome e a minha experiência podem contribuir para alcançar esse objetivo.
Na entrevista que deu ao VERDADEIRO OLHAR no final de 2023 disse que não era político nem oposição a ninguém. O que mudou desde então?
Não mudou nada. Continuo a não ser político e a não ser oposição a ninguém. Não sou político na medida em que nunca fiz nem farei da política a minha profissão. Não dependo disso e não tenho uma carreira política. Tenho experiência política, mas não tenho nem quero uma carreira. E também não sou oposição, porque nunca me dediquei nem vou dedicar a fazer oposição. Farei apenas aquilo que julgo estar qualificado para fazer: ouvir as pessoas, criar um programa eleitoral válido, criar uma equipa e gerir. A minha campanha não será, por isso, contra ninguém, nem contra o poder. Será a dizer que farei muito melhor. Portanto, a única coisa que mudou foi a minha decisão foi que, em 2023, não estava nada convencido que poderia ser assim tão útil e, hoje, estou convencido que sim e, mais do que isso, que podemos ganhar.
“Vejo é um PSD unido em torno desta candidatura”
O PSD governou a Câmara de Paredes durante 24 anos em maioria absoluta. Hoje, tem apenas dois dos nove vereadores. Como se prepara para inverter este cenário e recuperar a confiança dos paredenses?
Eu acredito que nas eleições autárquicos as pessoas votam em dois fatores: nos candidatos e nas ideias. Mais do que nos partidos. E nós teremos os melhores candidatos e ideias que podem realmente mudar a vida das pessoas de Paredes para melhor. Por isso, só posso acreditar em mim, na equipa, mas também na inteligência dos eleitores.
Acredita ser possível conquistar mais três vereadores ao Partido Socialista e vencer as eleições? Em que se baseia esse otimismo?
O meu otimismo não é desmedido. Sei que a batalha é muito difícil, sempre que se concorre contra um presidente em exercício, que tem os meios todos à sua disposição. Mais do que otimista, eu acredito que seja possível. E só tomei a minha decisão depois do PSD me ter mostrado estudos objetivos que demonstram não apenas um voto de rejeição bastante alto no atual executivo municipal como também indicam haver um enorme número de indecisos.
Que leitura faz do atual estado da oposição em Paredes, nomeadamente da estrutura local do PSD?
Não quero comentar política. Nunca o fiz depois de ter saído da Câmara, em 2009, não é agora, como candidato, que o vou fazer. O que sei, sinto e vejo é um PSD unido em torno desta candidatura. Só falei uma vez, esta semana, com a comissão política e senti um enorme entusiasmo e alegria. Estamos todos na mesma página e todos acreditamos neste projeto.
“O CDS-PP é um partido com um historial de alianças e bom entendimento com o PSD”
O PSD irá concorrer sozinho ou vai apresentar-se em coligação com o CDS-PP?
Esta candidatura é do PSD, mas pode ir além do PSD. É dos paredenses que quiserem realmente melhorar as suas vidas. E por isso abrimos a porta a todos aqueles que vierem por bem. O CDS-PP é um partido do arco democrático com um historial de alianças e bom entendimento com o PSD. A seu tempo falaremos.
Já decidiu quem serão o número dois e número três da sua lista à Câmara Municipal?
Eu tenho a minha equipa praticamente pronta na minha cabeça. Em poucos dias recebi muitos apoios e sei de quem preciso para ter competências em várias áreas, da educação ao urbanismo e à economia. Ser número dois, três ou quatro não é, neste momento, o prioritário pois faltam ainda muitos meses para entregarmos a lista no tribunal. Estou mais focado nas competências e em ter uma equipa coesa e muito satisfeito porque ainda ninguém me disse que não.
Quem será o cabeça de lista à Assembleia Municipal?
Também tenho uma ideia clara quanto a isso, mas não posso ainda partilhar.
“Celso Ferreira não tem nenhum papel nesta campanha”
Podemos esperar o regresso de antigos vereadores dos tempos de Celso Ferreira nas suas listas?
Hoje não lhe vou falar de nomes. Apenas digo que este será um executivo novo que não pretende reeditar nada. O que foi bem feito – e muitas coisas foram muito bem feitas – fica no passado. Este é um caminho novo.
Mesmo não falando em nomes, peço-lhe que responda: haverá ou não ex-vereadores do PSD nas suas listas?
Apresentarei a minha equipa quando for o momento. Não leve a mal, mas entendo não ser o momento para o fazer.
Celso Ferreira é uma figura incontornável na política local e tem manifestado publicamente o seu apoio à sua candidatura. Qual será o papel dele na sua campanha? Terá um lugar formal ou institucional na estrutura?
Não tem nenhum papel. O Celso Ferreira é um paredense interessado na sua terra. E não é um paredense qualquer, teve parte da sua vida dedicada à causa pública e encabeçou listas que, por três vezes, tiveram maiorias absolutas. O apoio que ele declara nas redes sociais é bem-vindo e orgulha-me, como o de outros milhares de paredenses, mas o seu papel na estrutura desta campanha não é nenhum.
“Quando eu for presidente da Câmara não teremos obras que começam por ter um orçamento e terminam em mais do dobro”
O que fará de substancialmente diferente em relação ao atual executivo socialista liderado por Alexandre Almeida?
Desde logo tomarei de imediato medidas para baixar o IRS aos trabalhadores e pensionistas em Paredes. Há quem não saiba, mas cinco por cento do IRS que pagamos é consignado à autarquia. Mas os municípios podem decidir devolver esse dinheiro aos seus munícipes. Essa é uma medida que tomarei no primeiro ano de mandato. No Vale do Sousa há três Municípios que devolvem, dessa verba, um por cento, nós devolveremos os cinco por cento. Ou seja, iremos meter mais rendimento no bolso da nossa classe trabalhadora e dos reformados de Paredes. Esta medida é prioritária, pois terá um duplo efeito: por um lado dará um pouco mais de disponibilidade financeira às famílias, por outro, é dinheiro que entra na economia, no pequeno comércio, na restauração, etc., em Paredes.
Esses cinco por cento correspondem a uma diminuição da receita em quanto?
Sabemos que a quebra de receita se cifrará em torno dos três milhões de euros. Esta receita tem aliás vindo a crescer bastante, o que demonstra que há cada vez mais pessoa a pagar mais IRS em Paredes e não são os ricos, são quase todos os que trabalham e muitos reformados e pensionistas. Basta que cada um faça o exercício de olhar para o seu recibo de vencimento e ver se não está na o IRS. E esses três milhões saem diretamente do bolso dos paredenses. É esse IRS.
Como compensará essa perda para as contas do município?
O candidato do PS diz que este ano teve o maior orçamento de sempre. Eu por acaso acho que ele está enganado, mas se é o maior isso significa a maior receita de sempre. Se tem a maior receita de sempre tem margem, seguramente, para abdicar de parte para devolver no IRS a quem trabalha ou está reformado. Mas também em boa gestão, evitando as enormes derrapagens no custo das obras municipais, como tem havido, se pode compensar esse valor. Quando eu for presidente da Câmara não teremos obras que começam por ter um orçamento e terminam em mais do dobro.
Quais serão as suas três primeiras medidas no caso de ser eleito presidente da Câmara Municipal de Paredes?
A primeira já lhe disse, baixar o IRS e olhar para as restantes taxas municipais. Não tenho a certeza de que não haja aí, também, reduções que possam ser feitas. Mas vamos também tomar medidas imediatas quanto à rede de estradas e ruas do concelho. Não é admissível o estado a que chegam, por vezes, as nossas ruas, com águas pluviais a correr a céu aberto, arruamentos sem passeios, pisos irregulares e uma falta de limpeza e cuidado geral.
E como fará isso?
Atacaremos esse problema criando um plano de emergência e uma plataforma que permitirá aos paredenses queixarem-se e alertarem em tempo real para a necessidade de reparações e teremos uma equipa de intervenção rápida sempre disponível. Por fim, vamos ter muita atenção aos mais velhos e aos mais novos. O nosso programa eleitoral explicará como o faremos, pois esses são, normalmente, os mais vulneráveis a quem temos de dar mais conforto e melhores condições.
“A obra para o realojamento da comunidade cigana teve um custo demasiado elevado para aquilo que veio resolver e é insuficiente”
Uma das mais polémicas do atual executivo municipal é o realojamento da comunidade cigana. Que posição tem sobre este tema e que políticas propõe para lidar com esta realidade?
Esse é, realmente, um problema sensível. Como anteriormente lhe disse, não vou criticar por criticar a atuação do atual executivo. Quero primeiro inteirar-me do que está exatamente em causa e de quais as alternativas que existem. A minha campanha será feita a ouvir os paredenses. Quero primeiro fazer esse trabalho antes de tomar posição.
Não lhe peço que critique a decisão do atual executivo. Peço-lhe que nos diga qual é a sua posição relativamente a este assunto.
Como fizemos na questão do IRS, eu estudo primeiro e tomo medidas depois. No IRS estudamos a fundo a receita e a forma de compensar o que vamos devolver aos paredenses. Neste caso quero também ouvir, visitar e perceber. Parece-me, numa primeira análise, que a obra que foi feita para o realojamento da comunidade cigana teve um custo demasiado elevado para aquilo que veio resolver e é insuficiente. Gastaram-se milhões neste projeto que podia ter custado metade, mas a habitação acessível para a classe média e para os jovens, que foi prometida pela PS, ficou por fazer. Mas não quero fazer demagogia sobre isso. A seu tempo e de forma responsável, como no caso do IRS, apresentarei o nosso plano.
Qual é a sua posição sobre a mobilidade no concelho? O que pensa do atual estado dos transportes e da ligação às freguesias mais periféricas?
A mobilidade, os transportes e a rede viária são fundamentais para a qualidade de vida das pessoas. O défice de transportes é enorme. Hoje, graças à integração de Paredes na Área Metropolitana do Porto (AMP), algo que então foi promovido pelo executivo do PSD e de Celso Ferreira, já estamos integrados numa rede metropolitana, que é a UNIR. É bom que as pessoas saibam que esse passo só pôde ser dado graças a essa decisão ambiciosa do PSD. Mas não é ainda suficiente. Quando chegar à presidência, terei de falar com a AMP para estendemos a rede, mas provavelmente será preciso complementá-la com um sistema municipal de transportes, que não existe.
“A ferrovia é um investimento na sustentabilidade e na qualidade do transporte coletivo”
O que pensa sobre o projeto da Linha do Vale do Sousa?
Tudo aquilo que seja investimento na mobilidade eu apoiarei. A ferrovia é, ainda por cima, um investimento na sustentabilidade e na qualidade do transporte coletivo. As ligações a Felgueiras e Valongo e a integração de Paredes numa rede ferroviária mais vasta do que a atual será sempre bem-vinda. Sei que estão a decorrer estudos promovidos pela IP. Deveremos esperar por eles, pois há aspetos sobre os quais a Câmara Municipal deverá ter opinião e intervenção.
O que pensa da política cultural atual e da forma como tem sido gerida a rede de equipamentos municipais?
Eu quero desde já deixar clara uma coisa: eu não farei mais obras faraónicas no concelho. A política cultural do meu executivo será muito mais virada para o apoio à produção cultural dos nossos artistas e para darmos acesso e levar a cultura às escolas, aos nossos jovens, mas também a todos aqueles que normalmente não têm acesso à cultura. Não estou com isto a criticar, estou a dizer o que vou fazer.
Acha que a atual Câmara investiu suficientemente na atração de investimento e na captação de empresas? Que políticas económicas pretende implementar?
Há dois níveis de economia: a local e familiar e a grande economia. Em matéria local, já lhe dei um exemplo de como a redução do IRS para as famílias e pensionistas de Paredes coloca a circular mais três milhões de euros nos pequenos negócios que são maioritariamente de paredenses também. Quanto à atração de investimento, é uma área onde estou particularmente à vontade, como sabe. A seu tempo explicaremos o que iremos fazer nessa matéria, no nosso programa.
Acredita que a marca “Paredes Rota dos Móveis” continua a fazer sentido ou deve ser reinventada?
Paredes Rota dos Móveis foi uma boa ideia. Mas hoje as empresas do setor do mobiliário, seguindo o caminho pioneiro que lancei com a Antarte, têm já os seus próprios canais de marketing nacionais e globais. O mundo está hoje diferente e o nosso tecido empresarial também. Antigamente fabricava-se mobiliário, hoje fabrica-se mobiliário e vende-se marca. Eu orgulho-me de ter indicado esse caminho que hoje traz muito mais valor acrescentado à nossa indústria.
O concelho está fortemente urbanizado, mas há freguesias que se queixam de abandono. Que estratégia territorial defende para garantir maior coesão e equilíbrio entre centro e periferia?
Sim, há muitas queixas. No século XXI não podemos ter freguesias e cidades que se sintam cada vez mais distantes da sede do concelho. Sem querer criticar o atual executivo, penso que todos constatamos que estes últimos oito anos foram um retrocesso civilizacional nesse aspeto. O nosso programa eleitoral terá soluções elencadas para aproximar os paredenses.
“Se achasse que os paredenses estavam encantados com o candidato do PS, eu não teria nenhuma motivação para concorrer”
Vai manter o tom institucional ou pretende assumir uma postura mais crítica e combativa em relação ao executivo socialista?
Como já lhe disse, a minha campanha será mais do que institucional. Será positiva. Claro que se estivesse satisfeito com o atual executivo nem me candidataria. Se achasse que os paredenses estavam encantados com o candidato do PS, eu não teria nenhuma motivação para concorrer. Haverá sempre coisas que terão de ser ditas e debatidas. Mas comigo contarão sempre com elevação, lealdade e respeito. Uma das primeiras pessoas a saber da minha decisão foi o candidato do PS e ainda presidente, a quem fiz um telefonema cordial a informá-lo.
Conta com o apoio total da concelhia e da distrital do PSD? Tem liberdade para escolher a sua equipa ou houve imposições internas?
A Concelhia está entusiasmada e empenhou-se fortemente em que eu aceitasse este desafio. Seria impensável avançar se assim não fosse. Não houve qualquer imposição nem eu alguma vez o admitiria, nem agora que sou candidato nem quando for presidente da Câmara. Penso que quem me conhece nem precisaria fazer essa pergunta.
Qual é o maior desafio que prevê enfrentar nesta campanha?
O desafio é mesmo, com humildade, a minha capacidade para explicar às pessoas que fazem bem em votar em nós, porque as suas vidas vão melhorar. Não lhes quero prometer nada que não possa fazer e não lhes vou prometer o céu na terra. E essa é uma limitação. Mas eu acredito nas pessoas. Acredito em Paredes. Habituei-me a trabalhar com muita da minha gente, a respeitá-las e valorizá-las. E acredito que possam querer juntar-se a este projeto. Mas, na verdade, todos somos limitados e temos mesmo de saber aceitar o desafio do escrutínio nas urnas. E esse é um desafio enorme.
Sendo empresário e fundador de uma marca de referência como a Antarte, como conciliará a vida empresarial com o projeto político?
Não vou conciliar. Depois de anos muito difíceis quando o país mergulhou numa crise profunda, de muito trabalho para erguer este projeto, posso dizer que a Antarte atingiu um nível de excelência e sustentabilidade que me descansa. É uma empresa que age no mercado global que não tem qualquer dependência do poder em Paredes. As minhas filhas e o meu filho foram preparados e formados para assumir a empresa e fá-lo-ão com a mesma competência. Eu dedicar-me-ei à função que agora me proponho, se os paredenses assim quiserem.
O que o move neste momento da sua vida a voltar à política, quando podia manter-se no conforto do sucesso empresarial?
Essa é a pergunta que todos me fazem. A resposta só pode mesmo ser a minha imensa vontade de melhorar a vida dos paredenses, porque tudo o resto parece aos olhos de todos desvantagens para a minha vida pessoal. Se calhar, há paixões que não se explicam…
Que legado gostaria de deixar se for eleito presidente da Câmara Municipal de Paredes?
O legado de sentir que Paredes se aproximou dos níveis de vida dos melhores concelhos e cidades do país. Que as pessoas aqui vivem melhor. Isso basta-me, porque não corro para ter o meu nome em placas de inauguração de grandes obras. Isso não me diz nada. Agora, a vida dos idosos, das crianças e dos jovens, dos que trabalham e se esforçam, dos que investem em pequenos ou grandes negócios e criam emprego, isso sim, quero muito melhorar o seu bem-estar, os seus rendimentos, as suas ruas, as suas vidas.
Se não vencer as eleições, vai assumir o cargo de vereador na oposição durante os quatro anos?
Concorro a presidente e concorro para ganhar, para governar e para cumprir a minha palavra.
Mas pode perder. O que fará nessa altura?
Quem dirá se perco ou ganho serão os paredenses. Mas eu confio que estarão com um projeto diferente que lhes dará melhor qualidade de vida, impostos mais baixos, melhores ruas e estradas, melhores transportes e um cuidado muito especial com os mais velhos e com as nossas crianças. Esse é o meu único foco.