Verdadeiro Olhar

Constituídos 43 arguidos na sequência das buscas a organismos do Estado

As buscas realizadas ontem em escritórios de contabilidade, sedes de sociedades, Institutos Públicos e outros serviços do Estado no Grande Porto e Lisboa e Braga resultaram na constituição de 43 arguidos, sendo que 31 pessoas singulares e 12 pessoas coletivas, avança a SIC Notícias.

Recorde-se que a Polícia Judiciária levou ontem a cabo uma megaoperação para dar cumprimento a 75 mandados de busca e apreensão em vários organismos públicos por suspeitas de sobrefaturação em adjudicações de contratos informáticos de 17 milhões de euros, tal como o VERDADEIRO OLHAR noticiou.

Designada de operação Pactum, as autoridades procuravam provas de “condutas relacionadas com aquisições de serviços na área da Tecnologia de Informação, por várias entidades públicas e por uma entidade privada, entre os anos de 2017 e 2025. No centro da investigação encontra-se um conjunto de indivíduos que, em conjugação de esforços e de forma premeditada, viciaram dezenas de procedimentos de contratação pública e privada, num valor total global não inferior a 17 000 000,00 € (dezassete milhões de euros)”.

Segundo comunicado da PJ e da Procuradoria-Geral da República podiam estar em causa crimes participação económica em negócio, acesso ilegítimo com violação de confidencialidade, de abuso de poder, corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos, falsidade informática, fraude na obtenção de subsídio, fraude fiscal qualificada, tráfico de influência, associação criminosa e ainda do crime de branqueamento.

Refira-se que, ontem mesmo, o Ministério da Justiça confirmou a realização de buscas na sua Secretaria-Geral, no Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) e no BUPi – Balcão Único do Prédio, assim como o Banco de Portugal.

Nas buscas estiveram presentes dois juízes de instrução, três magistrados do Ministério Público e cerca de 250 inspetores da Polícia Judiciária e 50 especialistas de polícia científica.