Albano Teixeira tomou posse como comandante dos Bombeiros Voluntários de Lousada. A cerimónia decorreu no final da semana passada e contou com a presença de responsáveis das muitas corporações do distrito do Porto, que não quiseram deixar de elogiar as qualidades de um especialista em protecção civil que esteve prestes a emigrar para escapar ao flagelo do desemprego. Só o convite da direcção da associação humanitária lousadense para serenar um corpo activo em convulsão impediu que Albano Teixeira abandonasse o país.
Agora, direcção e comando garantem que estão unidos na concretização dos principais objectivos da corporação.
Escolhido para terminar com convulsão
A escolha de Albano Teixeira para comandante surgiu, assim, num ambiente conturbado que Antero Correia assegura estar ultrapassado. “Estamos todos unidos e imbuídos do mesmo espírito. Todos temos os mesmos objectivos, todos queremos o melhor e o melhor é um corpo de bombeiros pronto e eficaz para cumprir a sua missão em todos os casos, em todos os cenários e todos os dias”, disse.
“Só faz falta quem cá está”
No discurso de tomada de posse, também Albano Teixeira fez questão de fazer uma referência ao passado recente para lembrar a necessidade da união de todos os elementos. “
Ficava bem aqui dizer e falar em disciplina, mas a disciplina que eu empenharei será aquela que vocês merecerem e quiserem que eu empregue. Quero uma casa só, uma família, todos por um só objectivo”, afirmou.
O novo comandante de Lousada deixou ainda elogios aos “guerreiros” da corporação. “Quero ser um guerreiro convosco e lutador em todas as missões em que estivermos presentes. Qualidade temos muita, competência também e vamos caminhando a caminhar. Só faz falta quem cá está, aqui não há supra nem super bombeiros qua acham que fazem falta. Aqui há homens e mulheres por uma causa, a causa de ser bombeiro pelo bem. E esses eu quero-os ao meu lado”, acrescentou.
Um especialista que ia emigrar
Albano Teixeira é um especialista em protecção civil que o país esteve quase a perder. Sem emprego, o ex-comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã esteve quase a emigrar para o Congo e só o convite da corporação de Lousada o impediu de viajar. Na cerimónia de tomada de posse, todos garantiram que a continuidade de Albano Teixeira nos bombeiros é uma mais-valia ímpar. “Com o currículo que tens não podes falhar”, afirmou o vice-presidente da Liga de Bombeiros, José Miranda.
Comandante aos 34 anos
Mesmo licenciado, Albano Teixeira viu-se forçado a abandonar o comando da corporação de Vila Meã, pois a única solução para escapar ao flagelo do desemprego passava pela emigração. “Tinha duas opções: ou continuava comandante fora do país ou saía para bem do corpo de bombeiros e para não comprometer a sua missão em função da minha ausência”, explicou.
A viagem para o Congo estava prestes a acontecer quando o convite de Antero Correia fez com que os bombeiros portugueses mantivessem o especialista.