Foto: DR

Depois de ter vindo a público que foi alvo de buscas num processo por suspeitas de tráfico de influências e corrupção, Nuno Araújo emitiu um comunicado em que se defende, alegando que se tratam de acusações “falsas” e que já circularam nas redes em 2018.

“Estas suspeitas agora invocadas nos autos tinham já circulado pelas redes sociais em 2018 e, por serem falsas, logo nessa altura intentei um processo crime por difamação contra o autor das mesmas”, alega o penafidelense.

“Na sequência das notícias hoje veiculadas de alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências, enquanto exercia as funções de chefe do gabinete do ex-secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, venho prestar o seguinte esclarecimento: Os factos que deram origem às buscas realizadas e que resultaram de uma denúncia anónima feita em 2016 dizem respeito a contratações destinadas à inspecção de elevadores realizadas em 2016/2017 com sete entidades públicas. A empresa da qual sou um dos sócios tem entre as suas actividades a fiscalização de elevadores, trabalho que realizava antes de eu assumir as funções de chefe de gabinete de um membro do Governo e que continuou a realizar igualmente depois disso”, esclarece.

Nuno Araújo explica ainda que quando assumiu funções de chefe de gabinete renunciou “de imediato à gerência da EQS CERT, LDA” pelo que não teve qualquer intervenção nos contratos subsequentes que a empresa realizou.

“Existem cerca de seis empresas no país certificadas para proceder à inspecção de elevadores e que, a partir do momento em que esta competência foi transferida para as autarquias, este serviço passou a ser feito generalizadamente pelas únicas empresas acreditadas para o fazer, de entre elas, a EQS, CERT, Lda, que é aliás uma das empresas do país com menor número de adjudicações nesta área”, sustenta, como justificação.

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