“Não vamos ter mais aterros sanitários no território que integra o sistema da Ambisousa”, afirmou o presidente da Câmara de Penafiel, Antonino de Sousa, na última Assembleia Municipal.

O também presidente do conselho de administração da Empresa Intermunicipal de Tratamento e Gestão de Resíduos Sólidos do Vale do Sousa adiantou que estão em curso concursos públicos para a primeira fase de selagem dos aterros de Lustosa, em Lousada, e Rio Mau, em Penafiel.

O autarca não concretizou que soluções de futuro serão adoptadas. Em meados de 2020, o presidente da Câmara de Lousada, também em Assembleia Municipal, afirmava que uma das soluções em cima da mesa era a criação de uma unidade de tratamento mecânico e biológico de lixo em Paredes.

“Vamos encerrar e selar os aterros e temos soluções inovadoras”

O presidente da Câmara de Penafiel respondia a Renato Barros, do PS, que mais uma vez levantou várias questões de âmbito ambiental em Assembleia Municipal.

O eleito pelo PS defendeu que “são necessárias medidas concretas e políticas ambientais objectivas e eficazes” e perguntou “o que está a ser feito relativamente ao aterro sanitário de Rio Mau/Sebolido cujo impacto sobre o ambiente e as populações é devastador”.

Renato Barros perguntou ainda que medidas têm sido adoptadas para proteger e recuperar rios, nomeadamente o Rio Sousa, abordou a baixa taxa de ligação à rede de saneamento e apelou a acções de sensibilização para melhorar os indicadores da recolha selectiva de resíduos.

“Senhor deputado, o aterro sanitário de Rio Mau está lá porque a Câmara da altura achou que era um bom local para o instalar, com certeza com base em critérios técnicos. Não é da nossa responsabilidade o aterro sanitário lá estar, mas vai ser da nossa responsabilidade encerrar o aterro sanitário”, começou por dizer Antonino de Sousa.

“Está a decorrer neste momento um concurso na Ambisousa para a selagem da primeira fase do aterro sanitário de Rio Mau e também no de Lustosa. Estamos a trabalhar e posso dizer mais. Não vamos ter mais aterros sanitários no território que integra o sistema da Ambisousa. A nossa política ambiental neste momento é de que não há mais aterros. Temos esses dois, ambos por decisões políticas tomadas à época, e nós vamos encerrá-los e selá-los e temos soluções inovadoras para o futuro”, afirmou o edil de Penafiel, sem concretizar quais as soluções alternativas.

As empreitadas para a selagem dos aterros existentes “andam na ordem dos 2,5 milhões de euros cada uma”, montantes já aprovisionados, referiu.

O autarca explicou ainda que o trabalho quanto aos rios, nomeadamente o Sousa, está a ser feito de forma supramunicipal, liderada pela Associação de Municípios do Vale do Sousa e que o concelho tem “eventualmente uma taxa de adesão menos alta no saneamento, mas tem uma taxa de cobertura que poucos têm”. Disse-se ainda satisfeito quanto à recolha selectiva e metas alcançadas no concelho.

Recorde-se que a Ambisousa explora os dois aterros sanitários que servem os concelhos de Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel, num total de mais de 330 mil habitantes. O aterro em Lustosa existe desde 1998 e o em Rio Mau desde 1999. Foram projectados para menos anos, mas a sua vida útil acabou por ser prolongada. Estava previsto que fossem construídos aterros noutros concelhos numa lógica de rotatividade.

1 Comentário

  1. Os habitantes dos concelhos da Ambisousa vão comer o lixo… deve ser por isso que não vão construir mais aterros! Estes políticos de “tirar pela boca” só dizem asneiras em cima de asneiras! Dizem que vão fazer uma unidade de tratamento biológico…. se soubessemo que isso faz e quanto resíduo é realmente aproveitado…. e remetem o restante tratamento para outros processos (que vão certamente inventar)! Não fazem a mínima ideia do que estão a dizer, mas fazem-no com uma convicção absoluta! Meus caros, vocês deveriam estudar um pouco antes de falar do que não sabem!
    Gosto particularmente quando referem que tem uma alta taxa de cobertura de saneamento, mas com uma fraca adesão…. não sabendo eles que é precisamente aí que a responsabilidade pelo não cumprimento é da inteira responsabilidade dos seus executivos, na medida que é a este que compete a obrigação de fazer com que os município se liguem à rede pública! SANTA IGNORANCIA! Estes senhores deveriam ser responsabilizados pelo não cumprimento das suas funções assim como deveriam dar 1 euro a cada habitante cada vez que digam uma coisa contraria à verdade!

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