O PSD Paredes emitiu um comunicado em que acusa o autarca da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, de estar a “hipotecar” o futuro da autarquia devido ao resgate da concessão de água e saneamento à Be Water. Recorde-se que a concessionária já adiantou que levou o caso para os tribunais pedindo um valor de 133 milhões de euros de indemnização.

Ricardo Sousa, presidente da concelhia do PSD Paredes, sustenta que este “negócio nebuloso irá provocar uma ruptura nos cofres da Câmara de Paredes, podendo mesmo colocar em causa os salários dos seus funcionários”.

No documento enviado à comunicação social, o líder do PSD Paredes acusa Alexandre Almeida de estar “a hipotecar a câmara de Paredes por muitos e muitos anos”, sem ouvir os paredenses.

“O resgate proposto à Be Water vai provocar uma elevada crise financeira na autarquia o que irá provocar um atraso de décadas no desenvolvimento do concelho”, afirma Ricardo Sousa, dizendo que o autarca socialista levou o concelho, “intencionalmente”, de forma “leviana” e “eleitoralista”, para um “beco sem saída”, sem pensar nos prejuízos que daí vão advir.

“O edil só se preocupa em chegar a Outubro (mês de eleições) com falsas promessas eleitorais, tal como o fez em 2017, e depois… quem vier que feche a porta”, sustenta, dizendo que, se o resgate se concretizar, o município “não terá capacidade financeira para cumprir os seus deveres”.

Ricardo Sousa antecipa ainda que serão “os paredenses a sofrer, e muito, não só pelo aumento do custo da água, saneamento, resíduos, etc. etc., mas também com a falta de infra-estruturas nas suas freguesias, devido à falta de liquidez de tesouraria que irá acontecer ao longo de muitos anos”. “A Câmara de Paredes, infelizmente, corre para o abismo e falência financeira”, acrescenta.

Contactada, a Câmara de Paredes limita-se a caracterizar este comunicado como “absurdo e demagogo” que não tem, por isso, resposta.

Recorde-se que a autarquia de Paredes reafirmou recentemente a vontade de avançar com o resgate da concessão, que antecipa que possa custar 22,5 milhões de euros, e com a criação dos serviços municipalizados de água e saneamento. A empresa Águas de Paredes já disse que interpôs em tribunal um processo para impugnar as decisões ligadas ao resgate.

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