A cidade de Penafiel celebrará no próximo dia 3 de março o seu 251.º aniversário. Uma cidade que deve o seu nome ao facto de nunca ter sido vergada, nunca se ter rendido e ser duma fieldade a toda a prova. É casa de gente humilde, honesta e trabalhadora, muito orgulhosa da sua penafidelidade e da sua história. Esta é uma cidade que, por mais difíceis que fossem as circunstâncias, nunca abandonou os seus. É, pois, chegada a hora dos seus filhos lhe darem a centralidade e a importância que os seus pergaminhos históricos demandam.

A cidade, tal como o concelho, têm vindo, ano após ano, a perder população, oportunidades e a liderança estratégica do Vale do Sousa e Tâmega. Foi essa liderança, essa voz acima de todas as outras no nosso território, essa capacidade de pensar o território de uma forma integrada e apontar a direção a seguir, que sempre fez com que Penafiel pudesse dialogar, de igual para igual, com qualquer uma das principais cidades da área metropolitana do Porto.

Somos a segunda cidade mais antiga do Norte do país, temos um povo valoroso, competente e dedicado, albergamos alguns dos principais empresários do Norte de Portugal e, como tal, não podemos contentar-nos em ser aquilo que sempre fomos: o melhor concelho “para viver, visitar e investir” do Vale do Sousa e Tâmega. Temos sim que ambicionar competir com as grandes cidades da área metropolitana do Porto.

É-nos exigido que sejamos capazes de gerar emprego qualificado; concretizar uma política pública de habitação; garantirmos o acesso a transporte público a todos os cidadãos do nosso concelho, em condições de igualdade, independentemente da freguesia de onde sejam naturais; imposta a salvação dos nossos rios e o encerramento do aterro sanitário localizado no sul do nosso concelho; a edificação da há tantos anos prometida e tão desejada casa da cultura, onde os inúmeros talentosos penafidelenses ligados a este sector, possam dar voz e palco à sua vocação e talento; é-nos exigido, enfim, que sejamos capazes de desenhar +Penafiel.

Nos últimos 20 anos de governo da Coligação Penafiel Quer, certamente, foram feitas coisas acertadas – mal seria se assim não fosse -, mas foram maioritariamente anos de oportunidades perdidas e promessas por cumprir. Promessas como as refletidas no orçamento municipal para este ano que é superior a 80 milhões de euros, quando todos sabemos, à partida, que apenas cerca de metade desse valor será efetivamente executado.

Tal significa, na prática, que uma grande parte do nosso concelho verá, mais uma vez, as suas legitimações expetativas defraudadas e as suas respetivas freguesias estagnadas, num exercício que mais não faz do que atrasar o nosso concelho e adiar eternamente o sonho de +Penafiel. Na celebração do 251.º aniversário da cidade de Penafiel, importa portanto recordar que esta nunca abandonou os seus e que é chegada a altura de encontrar responsáveis políticos que, por mais difíceis que sejam as circunstâncias, nunca deixem a nossa cidade e concelho para trás, sendo fiéis à sua história e devolvendo-lhes a importância estratégia que tinham desde tempos imemoriais.

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