O impasse directivo está a provocar atrasos consideráveis na preparação da época e já há jogadores das equipas de formação a pedir para sair. Hoje, sexta-feira, há nova Assembleia-Geral.

Jogadores começam a pedir desvinculação do clube
A última reunião magna do União de Paredes acabou com gritos, acusações, ameaças e com o ainda presidente da comissão administrativa, José Orlando Rocha, a dizer que ia entregar as chaves do clube à Câmara Municipal de Paredes.
Logo nesse dia, alguns associados, nomeadamente os responsáveis da Paredes II e antigos directores do União de Paredes, concordaram em pagar a inscrição do clube na Federação Portuguesa de Futebol e em reunir-se com o objectivo de encontrar um nome que pudesse liderar os destinos da instituição no próximo ano.
Durante a semana passada e nos primeiros dias desta, o grupo, com personalidades como António Ferreira, António Pinto, Manuel Martins ou Fernando Valente, encontrou-se em várias ocasiões, a última das quais na segunda-feira. Mas, nessas reuniões ninguém se mostrou disponível para assumir a presidência do clube, mantendo-se, portanto, o impasse directivo que dura desde o final da época.
Sem direcção, a preparação da temporada continua parada, quer no que respeita à equipa sénior, quer aos escalões de formação. Neste contexto, já há jogadores que estão à procura de novas soluções para a sua carreira desportiva, tendo alguns pedido a desvinculação do União de Paredes.
Para hoje, sexta-feira, está marcada uma nova Assembleia-Geral, durante a qual tentar-se-á, mais uma vez, encontrar quem queira assumir a liderança do clube. A reunião está marcada para as 21h30, nas instalações da Academia de Dança.
Esclarecimento
Na última edição, na notícia sobre a Assembleia-Geral do União de Paredes, referimos a determinada altura que "António Ferreira revelou que, durante a época, guardou dinheiro de patrocinadores para evitar que fosse gasto pelo presidente…".
Com esta frase pretendíamos, tão só, dizer que António Ferreira não recebeu patrocínios que já estavam prometidos ao clube. António Ferreira nunca, em toda a Assembleia-Geral, afirmou que tinha ficado com dinheiro do clube na sua posse.
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