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  por: Roberto Bessa Moreira  
Dinheiro será canalizado para a construção dos centros escolares
Assembleia aprovou a contracção de um empréstimo de nove milhões de euros
A Câmara Municipal de Paredes vai contrair um empréstimo de nove milhões de euros, dinheiro que vai ser canalizado para a construção dos centros escolares. A medida já tinha sido aprovada pelo executivo e, no sábado, foi ratificada pela Assembleia Municipal, embora com a abstenção da CDU e com os votos contra do PS.

 

Os socialistas defenderam, inclusive, que este empréstimo vai custar dois mil euros por dia à autarquia paredense e agravar a crise financeira da autarquia.

CDU quer Celso Ferreira no lugar de Artur Penedos

Confirmadas as ausências do presidente, Celso Ferreira, e do vice-presidente, Pedro Mendes, esperava-se um ataque cerrado da oposição a dossiers como a anulação da construção do mastro, a homenagem à ex-ministra da educação, o PlanIT Valley ou até a redução do horário da Urgência do Centro de Saúde de Paredes.

Porém e de forma ténue, apenas a CDU e o CDS abordaram estes temas, com o comunista Cristiano Ribeiro a sugerir, depois dos elogios do autarca local a Maria de Lurdes Rodrigues, que Celso Ferreira substituísse o vereador do PS Artur Penedos como assessor do primeiro-ministro.

A maior discussão só chegou, por isso, com o terceiro ponto da ordem de trabalhos, no qual se propunha a aprovação de um empréstimo bancário no valor de nove milhões de euros. Tal verba, justificava a maioria PSD no executivo, seria investida na construção dos centros escolares previstos na carta educativa que, recorde-se, está avaliada em cerca de cem milhões de euros.

Da bancada do PSD, Luciano Gomes considerou este dinheiro fundamental para a concretização daquela que é maior bandeira de Celso Ferreira e lembrou a necessidade de cumprir os prazos de execução.

A CDU logo anunciou a abstenção, devido "à oposição que sempre manifestou relativamente a este projecto", e o PS votou contra. "Votei a favor a filosofia desta carta educativa, mas não a qualquer preço. Com este empréstimo a Câmara vai pagar dois mil euros por dia", justificou Ildebrando Coelho.

 

Luciano Gomes foi a figura da Assembleia Municipal

Luciano Gomes foi a principal figura da última Assembleia Municipal.
Eleito nas listas o PSD e nomeado chefe de gabinete do presidente da Câmara pouco depois, Luciano Gomes ainda não tinha participado em nenhuma sessão desde as eleições de Outubro de 2009 por ter pedido a suspensão do mandato por 180 dias. No sábado, o principal assessor de Celso Ferreira explicou que tal pedido tinha sido efectuado para afastar qualquer hipótese de incompatibilidade entre a presença na Assembleia Municipal e o cargo de chefe de gabinete. "Pedi pareceres sobre essa hipotética incompatibilidade e estou certo que ela não existe", disse.

Depois, e na ausência de José Manuel Outeiro da bancada do PSD, coube a Luciano Gomes assumir a defesa da política do executivo municipal, evidenciando, por exemplo, o investimento de seis milhões de euros na cidade desportiva de Paredes e a necessidade de contrair o empréstimo de nove milhões de euros para a construção de centros escolares.

As intervenções de Luciano Gomes valeram-lhe vários apartes vindos, sobretudo, da bancada socialista. Ildebrando Coelho, por exemplo, chegou a referir que sentia saudades de Celso Ferreira, pois "há pessoas que na sua ausência se começam a pôr em bicos de pés".

Luciano Gomes acusou as provocações e numa das ocasiões chegou a afirmar que não queria ser "vereador de coisa nenhuma".

Já no final da sessão, quando Luciano Gomes queria responder a uma pergunta do público, foi o presidente da Assembleia Municipal, Granja da Fonseca, a apelidar Luciano Gomes de "ex-camarada socialista", lembrando a passagem do chefe de gabinete pelos órgãos directivos do PS.


"Estou a ficar sem local para enterrar os corpos"

A lotação dos cemitérios voltou a ser um tema em destaque a última Assembleia Municipal. Aproveitando o período de discussão anterior à ordem do dia, alguns presidentes de junta de freguesia repetiram o alerta para a necessidade de encontrar uma solução para os cemitérios que estão prestes a esgotar a sua capacidade.

Pedro Nunes, de Recarei, foi o primeiro autarca a abordar a questão. "Estou a ficar sem local para enterrar os corpos", avisou.

Depois foi Elias Barros, de Rebordosa, quem chamou a atenção para o mesmo problema. "O nosso cemitério está lotado", disse.

Este não é um problema novo e, em várias ocasiões, os autarcas das freguesias repetem o alerta à espera que a Câmara Municipal os ajude na compra de terrenos e construção de infra-estruturas que lhes permitam avançar para a ampliação dos actuais cemitérios ou para a construção de novos.

 
 
 
 
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