Sáb 11 Set 10 | .a Edição | Director: Francisco Coelho da Rocha | fcr@verdadeiroolhar.pt    
   
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  por: Fernanda Pinto  
Ladrão foi detido, mas foi libertado pelo Tribunal de Penafiel
Assalto a posto de combustível em Galegos só rendeu 20 euros
Um posto de abastecimento de combustíveis em Galegos foi assaltado no passado domingo. O assaltante, de 25 anos, apontou uma pistola (que mais tarde se soube ser de borracha), ao funcionário do posto de combustível, exigindo-lhe o dinheiro. O empregado, de 76 anos, não permitiu a entrada do meliante no escritório e acabou por entregar-lhe apenas 20 euros.


 

Nessa altura, o aproximar de uma viatura terá assustado o ladrão que pôs-se em fuga, num carro ligeiro branco, em direcção à EN106. O jovem, de Penafiel, foi já detido pela Polícia Judiciária e presente a Tribunal, tendo ficado em liberdade, mas sendo obrigado a apresentar-se semanalmente no posto da GNR da área de residência. O mesmo jovem já tinha sido detido recentemente por ter assaltado um café em Paredes.


"Às tantas ele ameaçou: eu dou-te um tiro"

António Ferreira, de 76 anos é já reformado, mas trabalha algumas horas na gasolineira Alcídio Ferreira - Combustíveis, Lda., localizada na Ribeira, em Galegos. No domingo, afirma, não ganhou para o susto.

Por volta das 17h00, estava dentro do pequeno escritório do posto de combustível, junto à porta, "a ver se chegavam clientes". De repente, um carro parou ao lado do escritório, mas António só se deu conta da presença do assaltante quando este já estava junto da porta e de arma em punho. O funcionário ainda tentou fechar a porta, mas sem êxito. Desencadeou-se então um jogo de forças, com o empregado e o assaltante a empurrarem a porta em direcções contrárias. Apesar de não conseguir entrar o jovem mantinha sempre a arma encostada ao vidro, contou António Ferreira. "Às tantas ele ameaçou: eu dou-te um tiro. Aí lembrei-me de ir ao bolso onde tinha algum dinheiro e tirei uma nota de 20 euros que lhe passei pela frincha da porta. Podia ter saído uma nota de cinquenta ou de cem", relatou. Nessa altura, um carro que passava na Avenida Egas Moniz, à face da gasolineira, terá assustado o assaltante que se pôs em fuga.

"Chegou para o susto. A minha sorte foi ele não ter muita força, senão tinha empurrado a porta e entrado", confessou o reformado. Dentro do escritório estava o dinheiro de dois turnos.

Foi a primeira vez que o estabelecimento foi alvo de um assalto, mas António Ferreira pensa agora deixar este trabalho. Mais comum por ali é os automobilistas abastecerem o carro e fugirem sem pagar a conta, explicou o funcionário.

 
 
 
 
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