A GNR suspeita que os autores destes assaltos sejam os mesmos de outros furtos semelhantes na região.

Ninguém dá conta de movimentações estranhas
Não se sabe qual foi o primeiro prédio a ser assaltado, se o da rua Dom José Lencastre, se o que fica em frente ao radar, entre a rua dos Bombeiros Voluntários e a Avenida Dr. Nicolau Carneiro.
O certo é que os carros estacionados nas garagens destas habitações colectivas foram assaltados durante a madrugada de quarta-feira. "Não sei a que horas foi o assalto. Só sei que, por volta das 7h30, a primeira pessoa que chegou à garagem encontrou os carros com os vidros partidos. Depois alertou os restantes donos", refere um dos moradores do prédio da rua Dom José Lencastre, no qual as garagens são individuais. "Assaltaram as garagens que tinham os portões abertos ou que estavam só encostados", diz ainda.
Ao todo, foram vandalizadas 14 viaturas.
A estas juntaram-se outras 11 que estavam estacionadas no Edifício Vasco da Gama, junto ao radar. "Quando cheguei à garagem, por volta das 8h00, já lá estavam muitas pessoas e os carros todos vandalizados", recorda, Fátima Moreira, proprietário de um apartamento e do café Dom Miguel naquele prédio. "Só quatro carros dos que lá estavam é que não foram assaltados", continua.
Tal como no primeiro caso, também aqui os vidros das viaturas tinham sido partidos para roubar, sobretudo, objectos de pouco valor como carteiras, canetas, um GPS ou documentos das viaturas.
Em dois anos, esta foi a terceira vez que o Edifício Vasco da Gama foi assaltado durante a noite e sem que ninguém se apercebesse de qualquer movimentação. "Na primeira vez roubaram várias peças, nomeadamente as rodas, de um Smart", realça Fátima Monteiro.
A GNR acredita que estes dois assaltos tenham ligações entre si, assim como a outros semelhantes que têm afectado a região nos últimos tempos. |