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Mais de oito mil aficionados e simpatizantes do desporto automóvel estiveram, hoje de manhã, no Shakedown de Baltar, prova que marca o arranque do WRC Vodafone Rally de Portugal e que antecede a Super Especial de Lousada que se realiza, também, esta quinta-feira, ao final da tarde, na Pista da Costilha.

Conforme o Verdadeiro Olhar confirmou, os aficionados do Rally de Portugal começaram a chegar de madrugada ao circuito de Baltar, com a Estrada Nacional 15 a ficar literalmente congestionada e o trânsito e fluir a conta gotas.

Com o evoluir da manhã, o kartódromo de Baltar ganhou uma configuração ímpar, que faz desta prova uma das mais apetecidas para os fãs sempre ávidos de ver as máquinas em plena acção, visualizar os saltos, os ganchos e outras manobras.

O presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, em declarações aos jornalistas reconheceu que o Shakedown de Baltar é um prova incontornável do WRC Vodafone Rally de Portugal com impacto positivo na economia  local.

“Em termos económicos estamos a falar de uma competição que tem um peso significativo, está integrada na estratégia que temos para o concelho, que projecta e dá visibilidade ao município, promove a sua gastronomia, tem impacto no turismo e divulga o seu património. Quem nos visita e conhece  esta prova regressa sempre a a prová-lo está o facto do circuito estar completamente lotado”, disse, salientando que o investimento por parte do município ronda os 50 mil euros investidos na montagem das bancadas, segurança, sendo uma parte referente ao valor pago ao Automóvel Clube de Portugal.

“A estas despesas temos que somar o valor da bilheteira que só depois de estar apurado é que saberemos qual é o investimento da autarquia”, frisou.

Falando dos impactos desta prova no concelho, o autarca reconheceu que a indústria do mobiliário continua a ser o grande “core” da economia local e do tecido empresarial, mas o município dispõe de outros sectores, como o turismo, que está apostado em potenciar.

“Toda a zona  sul do concelho do ponto de vista da sua natureza, recursos naturais, mas, também, arquitectónico é toda ela fantástica, sendo que muitos dos seus elementos estão ainda por explorar. Estamos integrados no projecto do Parque das Serras do Porto que é fundamental para projectar a Senhora do Salto e as minas de Astromil”, garantiu, manifestando que o investimento no shakedown é um investimento com retorno.

“Apesar do shakedown implicar um maior investimento que passa pela montagem de bancadas e outros despesas, estamos a falar de um investimento devidamente pensado que sabemos vai ter retorno, projecta o tecido empresarial e o turismo como disse”, atestou.

Quanto à edição 2019 e à possibilidade de Rally não se concretizar no próximo ano devido à falta de verbas e do apoio dos fundos comunitários, Alexandre Almeida considerou ser uma falsa questão.

 

“Os fundos comunitários são uma falsa questão porque estamos nas mãos de todos nós, da CCDRN fazer a alteração aos regulamentos que permita que haja apoios comunitários para esta iniciativa. Havendo uma conjugação de esforços, um maior envolvimento do Turismo de Portugal e o apoio dos municípios estão reunidas as condições para continuar a promover o Rally no Norte. Acresce ainda o facto desta ser uma modalidade com muito público no Norte de Portugal”, assegurou.

Quanto à possibilidade de Paredes acolher uma etapa do WRC Vodafone Rally de Portugal, Alexandre Almeida reconheceu que esse assunto tem sido discutido com o próprio vereador das actividades económicas, Elias Barros, mas a criação de um troço ou etapa em Paredes só faz sentido se for articulada com outros municípios e existindo etapas em Lousada ou Penafiel.

“Se formos a Viana do Castelo verificamos que existem vários troços, Caminha e Fafe igual, é um assunto a ponderar. É uma hipótese que está aberto”, afirmou.

Dentro do complexo do circuito de Baltar, foram vários os comerciantes que aproveitaram para vender os seus produtos e fazer mais algum negócio.

“Às cinco da manhã já havia pessoas à entrada no kartódromo”

José Soares, vendedor ambulante, de Paredes, realçou que  esta prova é efectivamente uma mais valia para o concelho que  movimenta o comércio local, sendo uma oportunidade para fazer mais algum negócio.

“É a primeira vez que estou no WRC Vodafone Rally de Portugal, embora já tenha estado no circuito de Baltar mais vezes a fazer negócio. Sou, também, um aficionado do desporto automóvel e aproveito para juntar o útil ao agradável”, afiançou, garantindo que o ambiente neste tipo de provas é sempre único.

“Às cinco da manhã já havia pessoas à entrada no kartódromo”, sustentou.

Maria da Conceição, natural da Foz do Sousa, ressalvou que esta prova é única e embora não sendo uma fã do rally reconheceu que esta competição é uma mais-valia para a região.

“Não sou uma aficionada do rally, venho pelo negócio, mas efectivamente é uma iniciativa que movimenta milhares de pessoas”, sublinhou.

Joaquim Carlos, presidente da Associação Desportiva Recreativa Ases de Penafiel (ADRAP), amante das bicicletas, confessou ao Verdadeiro Olhar que também é um apreciador do rally. “Sou um apaixonado pelo desporto e este tipo de prova, também, me fascina porque alia a velocidade, é uma adrenalina e uma emoção indescritíveis. Os primeiros carros são verdadeiramente fantásticos. Os pilotos de marca são os verdadeiros protagonistas. Aconselho, também, os aficionados e as pessoas a deslocarem à Exponor para verem as máquinas”, asseverou, ressalvando que tanto o shakedown em Paredes como a super especial em Lousada têm um impacto económico significativo para estes dois concelhos pela notoriedade e visibilidade que este evento comporta.

“Estamos a falar de um evento que é transmitido para todo o mundo. Gostava que Penafiel também pudesse acolher o rally, mas reconheço que o facto de tanto Paredes como Lousada disporem de condições e estruturas para a realização deste evento é uma vantagem significativa”, anuiu.