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O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Tâmega III – Vale do Sousa Norte tem todos as unidades funcionais com cobertura total de médicos de família, informou o director executivo do agrupamento, Hugo Lopes, na apresentação dos resultados referentes ao ano passado, realizada em Lousada.

“A cobertura de médicos de família é total desde 2017, sendo que em Paços de Ferreira a cobertura de médicos de família ao concelho já estava assegurada desde 2016. O nosso objectivo é que todas as unidades funcionais dos Centros de Saúde Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira continuem a trabalhar em pleno e a dar resposta às necessidades dos utentes”, disse.

O director executivo do ACES Tâmega III – Vale do Sousa Norte mostrou-se, também, satisfeito com o trabalho realizado pelo agrupamento nestes últimos anos, referindo que este tem focalizado o seu trabalho na saúde da mulher e da criança.

“Temos focalizado o nosso trabalho na saúde da mulher e na saúde infantil e naquela que é a prevenção primária e secundária e daí que os resultados em termos de  rastreios, nomeadamente o rastreio do cancro do colo do útero, da mama e o rastreio visual infantil sejam extraordinários. No âmbito do rastreio do cancro do útero e saúde visual infantil temos tido os melhores resultados da ARS Norte”, avançou.

Hugo Lopes confirmou que na área dos rastreios tem existido uma dedicação extrema parte das equipas do agrupamentos e das unidades funcionais existentes nos três concelhos para sensibilizar a comunidade feminina para a realização destes rastreios.

“A comunidade e os munícipes têm colaborado em massa na realização destes rastreios em especial o da mama. No cancro do colo do útero no ano passado os valores andaram nos 78% de taxa de adesão e no âmbito do rastreio do cancro da mama variam entre os 68%, em Lousada, e já chegaram perto dos 80%, em Felgueiras”, garantiu, ressalvando que estes rastreios são para continuar estando prevista a realização de outros, no próximo ano, nomeadamente do cancro do cólon e recto.

“Os profissionais estão motivados, reconhecem-se como fazendo parte de uma instituição que procura a excelência e é assim que pretendemos continuar a trabalhar”

Do ponto de vista global do desempenho do ACES Tâmega III – Vale do Sousa Norte, Hugo Lopes realçou que este tem aumentado substancialmente.

“Em 2016 ficamos classificados em quarto lugar na região e, no ano passado, ficamos classificados em terceiro lugar na região e no país e isto é algo que deixa os nossos profissionais muito satisfeitos e representa aquilo que é o nosso foco que é prestar aos nossos cidadãos os melhores cuidados de saúde”, atestou, salientando que estes resultados só são possíveis graças ao trabalho de equipa.

“Os profissionais estão motivados, reconhecem-se como fazendo parte de uma instituição que procura a excelência e é assim que pretendemos continuar a trabalhar”, expressou, assumindo que estes resultados expressam aquilo que são as políticas da tutela no âmbito da saúde.

Hugo  Lopes relevou, também, que o ACES Tâmega III – Vale do Sousa Norte obteve ganhos acrescidos no que toca à desmaterialização dos exames e consultas, referindo-se a esta medida como eficaz, permitindo a prescrição, em simultâneo, de diferentes tipologias de medicamentos, ou seja, a mesma receita poderá incluir fármacos comparticipados com tratamentos não comparticipados.

“Este ACeS Tâmega III – Vale do Sousa Norte tem tido resultados excelentes no âmbito da receita electrónica”

Sobre este sistema, o director executivo do ACeS Tâmega III – Vale do Sousa Norte observou, também, que o novo modelo traz vantagens para o utente, já que todos os produtos de saúde prescritos são incluídos num único receituário, o que antes não acontecia.

“Este ACES Tâmega III – Vale do Sousa Norte tem tido resultados excelentes no âmbito da receita electrónica. Esta é uma prática fundamental para todo o sistema de prescrição terapêutica que favorece todo o processo e inclusive aquelas pessoas que até se esquecem da receita. Os registos estão feitos no sistema informático da farmácia. É um processo que vai demorar algum tempo, mas que vai trazer muitos benefícios para a comunidade.  Estamos na ordem dos 20% da desmaterialização das receitas, isto é, 20% das receitas que prescrevemos são desmaterializadas”, confessou.

Hugo Lopes relevou ainda que a saúde do idoso tem sido um dos focos deste agrupamento de centros de saúde, com os indicadores a apontarem para uma evolução positiva em todas as actividades efectuadas neste âmbito. “Esta é uma área da saúde que temos de estar muito atentos dadas as mudanças que temos do ponto de vista demográfico e da carga da doença. Daí estarmos muito preocupados nesta área, na melhoria de cuidados neste domínio e no desenvolvimento de parcerias comunitárias para dar suporte às intervenções que são feitas e direccionadas a esta população”, anuiu.

Quantos aos desafios do ACES Tâmega III – Vale do Sousa Norte, o director executivo manifestou que estes passam pela aposta na saúde mental e nos cuidados paliativos.

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“São duas áreas fundamentais. Está prevista a criação de equipas comunitárias que suportam esta prestação de cuidados, nomeadamente no apoio à população sénior e existindo este enquadramento legal para a criação destas equipas temos o suporte para avançar com a sua criação e contamos com o apoio dos municípios que já manifestaram a vontade de colaborar. Estas equipas integradas nas redes sociais podem trazer uma mais-valia àquilo que são os cuidados domiciliários e o apoio na doença em casa”, afirmou.

Hugo Lopes enalteceu, também, o contributo que os três municípios da área do ACES têm prestado ao agrupamento.

“Existia por parte da comunidade a ideia de que éramos uma estrutura fechada e a nossa política em 2015 foi o de abrir o ACES Tâmega III – Vale do Sousa Norte à comunidade. Esta colaboração tem sido extraordinária, temos estabelecido parcerias e sinergias com as misericórdias, as instituições particulares de solidariedade solidariedade e o CHTS” anuiu, concordando que é necessário continuar a melhorar a literacia na saúde.