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Penafiel, atenta a sua história e a idiossincrasia da nossa população, não só gosta, como sabe receber bem.

Quem visita Penafiel, sai engrandecido e muito mais rico do que entrou.

Seja oriundo do Sul, ao Norte, das Beiras ao Algarve, das Ilhas a qualquer outro ponto da Europa ou do Mundo, Penafiel é sempre Penafiel.

Esta nossa forma de estar e de coabitar com os visitantes, constitui uma marca indelével da nossa identidade enquanto cidade e concelho, que nos distingue, relativamente aos demais.

As inúmeras realizações que ocorrem em Penafiel, desde festas religiosas, romarias, procissões, eventos culturais e outros em quantidade e qualidade, fazem de Penafiel, sem qualquer favor, um concelho ímpar no contexto regional e nacional.

Olvidar disto, é desconhecer a nossa história e cultura e um atentado de lesa concelho, que não se pode em circunstância alguma permitir que ocorra.

Somos dos poucos concelhos no país, que ostenta um conjunto de actividades que não pode deixar ninguém indiferente.

Eventos ou realizações como o Corpo de Deus e a majestosa procissão que a ele está associada, as Endoenças, o S. Martinho, a Escritaria, a Agrival, o Carneirinho, o Caldo de Quintandona, o Penafiel Racing Fest, a Extreme XL Lagares, as dezenas de festas populares que ocorrem por todo o concelho, e tantas outras que se verificam potenciam Penafiel e a todos nos enchem de orgulho.

É pois de enaltecer, todas as organizações que deixam valor acrescentado à cidade e concelho, e particularmente aquelas que estão no leque restrito dos concelhos que as podem realizar.

Refiro-me por exemplo ao Dia Nacional do Motociclista que ocorreu no passado fim-de-semana, que trouxe a Penafiel milhares de motociclistas de todo o país, sendo certo que apesar das condições meteorológicas terem sido um pouco adversas, nem isso demoveu os amantes do motociclismo que acorreram em força a Penafiel, num programa vasto que atraiu e alegrou os participantes.

Sempre fui apologista que os eventos que trazem custo/beneficio para Penafiel devem, não só ser mantidos como até otimizados por forma à marca Penafiel correr lés a lés o país como até além-fronteiras.

Isto faz parte da nossa génese enquanto comunidade, fazer bem e receber bem, pelo que os palcos das grandes realizações e festivais de renome devem ter epicentro em Penafiel.

É também nisto, que o município deve apostar, conforme temos dito em diversos fóruns, inclusivamente no executivo, mas a autarquia tem que ter a sensibilidade e arrojo para resolver problemas que criou, e que dificultam algumas vezes esses eventos.

A autarquia terá que criar melhores e mais condições em termos de mobilidade para que os acessos à cidade não fiquem de todo congestionados, por obras mal planeadas e sem visão de futuro, que no dia destas organizações tornam a cidade e os seus acessos um caos.

Não podemos ter “sol na eira e chuva no nabal”, mas podemos e devemos criar condições que minorem os efeitos secundários que essas organizações acarretam, e não os agravar enquanto gestores públicos.

Tenho dito isto recorrentemente, que se tivéssemos vencido as eleições autárquicas do ano passado, iriamos logo intervir na área envolvente ao Centro Escolar de Penafiel, assim como na variante do Cavalum, para resolver os problemas de tráfego que essas obras mal executadas e planeadas agravaram.

Será urgente a Câmara Municipal intervir nestes dois locais a muito breve trecho, tendo aliás, já falado nisso diversas vezes, nas reuniões do executivo municipal.

Urge tomar medidas!

Umam cidade e concelho tem que ser pensada a 20/30 anos de distância e não no imediato, pelo que as infraestruturas viárias devem acompanhar essa dinâmica e visão futura.

Do meu ponto de vista, salvo o devido respeito, o que se fez no Centro Escolar de Penafiel e na Variante do Cavalum, em termos de mobilidade é no mínimo grave, e vai nos antípodas de uma visão autárquica que tem que fazer obras que respeitem a dimensão histórica e cultural do concelho.

Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), teve essa visão, quando o apelidaram de visionário e até “louco”, por apostar em vias com diversas faixas de rodagem, ao que ele respondeu que passados alguns anos, as vias seriam pequenas para escoar tamanho tráfego.

Em Penafiel, não precisamos de um Marquês de Pombal, mas precisávamos de ter uma visão autárquica no que às infraestruturas viárias diz respeito, que pensasse e projetasse Penafiel no futuro, rasgando vias e horizontes e não estreitando e condicionando as vias por si só insuficientes que existem.