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A deputada PCP na Assembleia da República, Diana Ferreira, visitou, esta segunda-feira, a EB 2,3 e Secundária de Rebordosa, em Paredes, e disse-se preocupada com os problemas materiais que afectam este estabelecimento de ensino.

Refira-se que, recentemente, as infiltrações no telhado da cantina e noutros pontos do estabelecimento de ensino ficaram expostas com a água a entrar no refeitório da escola.

Ao Verdadeiro Olhar, a deputada do PCP, no final da curta visita que fez à escola e aos locais mais afectados ou que apresentam maiores vulnerabilidades, revelou estar preocupada com a situação da cantina, mas, também, da biblioteca da escola e com o piso do pavilhão gimnodesportivo.

“Há preocupações que são claras e que têm a ver com as instalações do edificado da EB 2,3 e Secundária de Rebordosa. Estamos a falar de uma cantina na qual chove lá dentro, com soluções de baldes e plásticos que estão, neste momento, lá colocados, o que cria uma indignidade grande para os alunos. Os alunos têm o direito de estar a comer sem correrem o risco de lhes cair água em cima da comida”, sustentou.

“Além disso há um problema premente que tem a ver com o piso do gimnodesportivo. É um piso de madeira que está aos retalhos porque tem existido uma degradação significativa desse piso. Há, também, o risco de acidentes com alunos como já aconteceu que só sucedem porque o piso está naquele estado”, disse, salientando que apesar de esta ser uma situação abordada e conhecida pela secretária de Estado da Educação, vai exigir uma resposta imediata por parte do Governo.

“Queremos saber o que é que se considera o mais rapidamente possível. Estamos a falar de avançar com as obras em 2018, 2019 ou 2020? Ou seja, até quando é que vamos prolongar isto e que obras é que vão ser efectivamente concretizadas?”, questiona Diana Ferreira. “O que sabemos é que a intervenção na cantina está no início do seu processo para poder ser resolvida, sendo que não existe ainda uma data fechada. Importava saber quando. Quanto tempo mais as crianças e os jovens deste estabelecimento de ensino vão continuar a comer numa cantina na qual chove lá dentro? Além disso, a questão do pavilhão, tanto quanto sabemos, não está em fase de resolução. Vamos continuar à espera que haja um acidente significativo ou até com consequências graves para os alunos para depois se fazer essa intervenção?”, expressou, lembrando que existem outras intervenções que urgem fazer como a remoção do amianto.

“Façam-se as tramitações legais que têm de ser feitas, mas calendarize-se a intervenção e cumpra-se o calendário que se assumir.  Existem muitas promessas feitas ao longo de vários anos e verificamos que não têm sido realizadas”, afiançou a deputada, recordando que o edifício da EB 2,3 e Secundária de Rebordosa é um equipamento com mais de 30 anos de idade e que nunca sofreu obras de manutenção.

Diana Ferreira recordou, também, que as infiltrações verificadas na cantina passaram para a biblioteca, tendo sido a escola obrigada a proceder à retirada dos computadores porque estava a cair água em cima destes equipamentos.

“Intervindo na cantina, a questão da biblioteca fica solucionada, mas é preciso que seja uma intervenção para durar e não um remendo”, sublinhou, reconhecendo que a direcção do agrupamento e da escola está efectivamente interessada em solucionar esta situação.

“O problema é demasiado grave para não haver uma preocupação por parte da direcção da escola e do agrupamento e há uma insatisfação por parte dos alunos porque ninguém deve gostar de estar numa aula de educação física existindo o risco de se magoar”, atestou.

Diana Ferreira realçou, por outro lado, que na reunião com o director do Agrupamento de Escolas de Vilela, Albino Pereira, foi também abordada a necessidade de colocar mais assistentes operacionais neste agrupamento.

“Este um problema que não é único nesta escola. É transversal a todo o país e, por isso,  não deixaremos de o abordar junto do Governo”, assegurou.

Recorde-se que o presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, reuniu, na semana passada, com a secretária de Estado da Educação para expor esta situação, tendo a governante comprometido-se em avançar com obras urgentes na EB 2,3 e Secundária de Rebordosa.