O município de Valongo está a implementar um projecto de recolha selectiva de resíduos porta-a-porta, alargando-se a recolha aos resíduos orgânicos, num processo inovador a nível nacional.

Segundo o município, o objetivo passa por abranger pela primeira vez um vasto conjunto de habitações unifamiliares.

O projeto-piloto de recolha seletiva porta-a-porta está a ser implementado em duas zonas residenciais das freguesias de Alfena e de Valongo desde setembro de 2016. Conta com mais de 600 moradias aderentes e abrange cerca de 2.000 residentes.

Até ao final de 2017 foram recolhidas mais de 135 toneladas de papel/cartão, embalagens/metal e vidro. No que respeita à recolha de resíduos orgânicos, já aderiram mais de 130 famílias, apesar da campanha de sensibilização estar ainda no início.

Citado em comunicado, o presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro destacou que que este projeto está a dar frutos e constitui uma boa referência para o futuro. O autarca acompanhou no terreno o início do processo de entrega dos contentores castanhos que estão a ser disponibilizados gratuitamente aos moradores para que possam separar corretamente os resíduos orgânicos, que são recolhidos três vezes por semana.

De acordo com o autarca, no universo da Lipor, o município de Valongo ocupa já o 1.º lugar na valorização de resíduos orgânicos. Em 2017, foram encaminhados para a central de valorização orgânica 9,19% dos resíduos orgânicos. No que respeita à recolha multimaterial, entre 2012 e2017, houve um aumento de 87%.

Atualmente, no universo Lipor, Valongo ocupa o 2º lugar na percentagem de reciclagem.

Os resíduos orgânicos representam 24% da fração indiferenciada, sendo que os restos alimentares que resultam da confeção de refeições ou de alimentos confecionados que não chegam a ser consumidos são uma matéria-prima valiosa na produção de composto, um adubo natural utilizado na agricultura que melhora as características do solo.