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O ano de 2017 foi de mudança política no concelho de Paredes. Depois de 24 anos no poder, os sociais-democratas cederam o lugar aos socialistas. Não se pode dizer que tenha sido uma surpresa, pois o resultado eleitoral de 2013, em que o PSD venceu por uma diferença tangencial, deixava antever uma renovação política.

O PSD local vive um momento de indefinição, porventura a refazer-se de uma derrota para a qual não estava preparado e a aprender a ser oposição. A Rui Moutinho, o actual líder concelhio, não lhe resta muito mais do que provocar eleições internas e abandonar a concelhia. O mais certo é que a gestão do partido caia nas mãos da oposição interna que, recorde-se, durante a campanha fez mais oposição ao PSD do que o próprio PS.

Nessa altura passarão a existir dois PSD em Paredes: o da concelhia, que terá dificuldades em fazer oposição porque está comprometido com o apoio que ofereceu ao PS; e o da vereação, que, sem ligação ao partido, terá dificuldade em comunicar e fazer oposição.

Se este cenário se verificar, o PS pode ter a vida facilitada, por deixar de ter, na prática, alguma voz audível que fiscalize, entre outros aspectos políticos, o cumprimento das suas principais promessas eleitorais. Para já, sem que a população se tenha apercebido disso, os manuais escolares não foram pagos na totalidade nem tão-pouco pagos em Novembro, ao contrário do que prometiam as letras garrafais dos cartazes de campanha eleitoral do PS, o IMI, afinal, não desceu e as pessoas com mais de 65 anos de idade também não terão direito aos medicamentos gratuitos. Como começo, não é famoso…