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António Silva, de 77 anos, não resistiu ao ataque do cão que possuía há vários anos. Os ferimentos no pescoço e na cabeça provocados pelas ferradelas do animal que devia ser de estimação foram fatais para o homem de Vandoma, em Paredes.

O ataque do cão arraçado de Pastor Alemão com Pastor da Serra da Estrela ao próprio dono já tinha sido antecipado por familiares e vizinhos. Porém, António Silva pensou sempre que podia controlar a fúria do animal.

Cão soltou-se e António Silva tentou prendê-lo

António Silva estava, na manhã desta terça-feira, sozinho na moradia situada ao fundo da rua Alto do Travesso, em Vandoma. A esposa tinha saído cedo e, portanto, a única companhia do septuagenário era o cão que possuía há vários anos. Em hora que não foi possível apurar, o canídeo, que estava sempre preso, libertou-se, levando a que António Silva fosse no seu encalço para lhe voltar a colocar o cadeado. Terá sido nessa altura que o cão atacou o pescoço do dono. Depois ferrou-lhe várias vezes na cabeça, deixando António Silva deitado no quintal anexo à habitação.

António SilvaSó quando a esposa regressou a casa, minutos depois do meio-dia, é que António Silva foi encontrado inanimado. “Ela veio pedir auxílio. Dizia que o cão lhe tinha matado o marido e pediu para avisar os filhos”, recorda Isabel Moreira, vizinha do casal.

Dado o alerta, os vizinhos foram, juntamente com o genro da vítima, tentar apanhar o cão que se manteve no terreno da casa e junto ao corpo do dono. Mais tarde, os Bombeiros de Baltar também participaram nesta operação. “Foram buscar paus e estiveram cerca de 15 minutos para o prender”, garante Lurdes Nogueira, outra vizinha.

Fonte da corporação de Baltar assegura que quando os voluntários chegaram junto da vítima esta já se encontrava sem vida. “Tinha ferimentos no pescoço e na cabeça provocados por mordeduras do cão”, explicou.

Ataque esperado

O ataque sofrido por António Silva já era esperado por familiares e vizinhos. “Era um cão bravo e estava sempre preso. Mas o senhor António dizia que não tinha medo dele e que lhe batia sempre que era preciso”, refere Lucília Nogueira. “A esposa disse que os filhos já tinham aconselhado o pai a abater o cão. Mas ele sempre recusou fazer isso”, acrescenta Isabel Moreira.

Depois de apanhado, o cão foi encaminhado para o canil municipal, onde vai cumprir um período de quarentena.